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quinta-feira, março 08, 2012

Qual a diferença entre Diet e Light?

Cuidado para não levar gato por lebre. No mercado de alimentos atualmente há uma grande proliferação de produtos diet e light, que são palavras inglesas que significam dietético e leve, respectivamente. A diferença entre eles pode ser muito grande e o que é diet não necessariamente emagrece ou tem menos calorias, por exemplo.  E o que é light não necessariamente é feito sem açúcar.
E o quê a  Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina?  Vamos conferir!




diet ou lightProdutos diet são aqueles que um componente da forma original é eliminado. Seja um  carboidrato, um lipídio, uma proteína ou o sódio, por exemplo. São os produtos voltados para uma dieta, por exemplo, os diabéticos que não podem consumir carboidratos (açúcar) em demasia. Eles normalmente não têm nada do componente que poderia ser adicionado na receita. É o caso das geléias diets que, ao invés do açúcar, mantêm apenas a frutose que ajuda a adocicá-las e é natural da fruta. Um produto diet pode ser indicado para uma dieta de emagrecimento, mas nem sempre é assim. Por exemplo, chocolates dietéticos podem tirar a açúcar, mas usar mais gorduras , deixando-os, na verdade, com um número de calorias maior. Então, o negócio é pesquisar com calma.


Enquanto isso, os produtos light têm uma redução de, no mínimo, 25% de calorias ou de algum componente específico, normalmente carboidratos (açúcares). É normal, que o rótulo explique essa redução. Mais uma vez o negócio é pesquisar com calma. Os produtos light não são indicados para pessoas que apresentam problemas de saúde por não poder ingerir determinado nutriente, mas podem ser uma opção para quem quer perder um pouco do peso. Mas aí, atenção, não vá tomar mais refrigerante do que o normal só porque ele é light. Dessa forma, você vai estar trocando seis por meia dúzia.
Tabela da diferença
Os dois tipos ajudam a emagrecer? Entre o chocolate light e o diet, qual não tem açúcar na fórmula? E, afinal, refrigerante zero é a mesma coisa que light?





fonte: HSW


Qual a diferença do IMC para as crianças?

As crianças naturalmente começam a vida com um alto índice de gordura corpórea, mas vão ficando mais magras conforme envelhecem. Além disso, também há diferenças entre a composição corporal de meninos e meninas. E foi para poder levar todas essas diferenças em consideração que os cientistas criaram um IMC especialmente para as crianças, chamado de IMC por idade.
Os médicos usam um conjunto de gráficos de crescimento para seguir o desenvolvimento de crianças e jovens adultos dos dois aos 20 anos de idade. O IMC por idade utiliza a altura, peso e idade de uma criança para determinar quanta gordura corporal ele ou ela tem e compara os resultados com os de outras crianças da mesma idade e gênero. Ele pode ajudar a prever se as crianças terão risco de ficar acima do peso quando estiverem mais velhas. 


Cada gráfico contém um conjunto de curvas que indica o percentil da criança. Por exemplo, se um garoto de 15 anos de idade está no percentil 75, isso significa que 75% dos garotos da mesma idade têm um IMC mais baixo. Ele tem o peso normal e, embora seu IMC mude durante seu crescimento, ele pode se manter nas proximidades do mesmo percentil e permanecer com um peso normal.


A faixa de IMC normal pode ficar mais alta para as meninas conforme elas vão amadurecendo, já que as adolescentes normalmente têm mais gordura corporal do que os adolescentes. Um garoto e uma garota da mesma idade podem ter o mesmo IMC, mas a garota pode estar no peso normal enquanto o garoto pode estar correndo risco de ficar acima do peso.
Os médicos dizem ser mais importante acompanhar o IMC das crianças ao longo do tempo do que olhar um número individual, pois elas podem passar por estirões de crescimento.

quinta-feira, março 01, 2012

CULTO AO CORPO - CRESCE A PREOCUPAÇÃO COM A IMAGEM E A ESTÉTICA


Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estética

Entendida como consumo cultural, a prática do culto ao corpo coloca-se hoje como preocupação geral, que perpassa todas as classes sociais e faixas etárias, apoiada num discurso que ora lança mão da questão estética, ora da preocupação com a saúde.
Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a linguagem corporal é marcadora pela distinção social, que coloca o consumo alimentar, cultural e forma de apresentação – como o vestuário, higiene, cuidados com a beleza etc. – como os mais importantes modos de se distinguir dos demais indivíduos.
Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estéNas sociedades modernas há uma crescente preocupação com o corpo, com a dieta alimentar e o consumo excessivo de cosméticos, impulsionados basicamente pelo processo de massificação das mídias a partir dos anos 1980, onde o corpo ganha mais espaço, principalmente nos meios midiáticos. Não por acaso que foi nesse período que surgiram as duas maiores revistas brasileiras voltados para o tema: “Boa Forma” (1984) e “Corpo a Corpo” (1987).
Contudo, foi o cinema de Hollywood que ajudou a criar novos padrões de aparência e beleza, difundindo novos valores da cultura de consumo e projetando imagens de estilos de vida glamorosos para o mundo inteiro.
Da mesma forma, podemos pensar em relação à televisão, que veicula imagens de corpos perfeitos através dos mais variados formatos de programas, peças publicitárias, novelas, filmes etc. Isso nos leva a pensar que a imagem da “eterna” juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, atravessa todas as faixas etárias e classes sociais, compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida. Nesse sentido, as fábricas de imagens como o cinema, televisão, publicidade, revistas etc., têm contribuído para isso.
Os programas de televisão, revistas e jornais têm dedicado espaços em suas programações cada vez maiores para apresentar novidades em setores de cosméticos, de alimentação e vestuário. Propagandas veiculadas nessas mídias estão o tempo todo tentando vender o que não está disponível nas prateleiras: sucesso e felicidade.
O consumismo desenfreado gerado pela mídia em geral foca principalmente adolescentes como alvos principais para as vendas, desenvolvendo modelos de roupas estereotipados, a indústria de cosméticos lançando a cada dia novos cremes e géis redutores para eliminar as “formas indesejáveis” do corpo e a indústria farmacêutica faturando alto com medicamentos que inibem o apetite.
Preocupados com a busca desenfreada da “beleza perfeita” e pela vaidade excessiva, sob influência dos mais variados meios de comunicação, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apresenta uma estimativa de que cerca de 130 mil crianças e adolescentes submeteram-se no ano de 2009 a operações plásticas.
Evidentemente que a existência de cuidados com o corpo não é exclusividade das sociedades contemporâneas e que devemos ter uma especial atenção para uma boa saúde. No entanto, os cuidados com o corpo não devem ser de forma tão intensa e ditatorial como se tem apresentado nas últimas décadas. Devemos sempre respeitar os limites do nosso corpo e a nós a mesmos.

Orson Camargo
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Fonte : Brasil escola

Vigorexia: culto excessivo pelo corpo



A anorexia esteve na capa das principais revistas, era pauta nos jornais  virou assunto nas rodas de bar. A morte da modelo brasileira Ana Carolina Reston Macan, em 2006 teve atenção da mídia internacional e reacendeu o debate sobre o transtorno alimentar em todo o mundo. As agências estudaram exigir atestado médico para modelos iniciantes, mas deixaram de tocar no ponto principal do assunto: não seria o padrão de beleza imposto à sociedade a causa do transtorno?

Essa mesma dúvida surge para a análise de um outro distúrbio pouco tratado - até porque pouco reconhecido - do nosso tempo, a vigorexia. Da mesma 'família' da anorexia, o transtorno afeta sobretudo os homens viciados em academia e que cultuam o corpo. Mesmo quando já estão fortes, eles ainda se vêem magros, aumentam a carga de exercícios e algumas vezes passam a usar esteróides anabolizantes para aumentar a massa muscular.
A vigorexia, também é conhecida como Síndrome de Adônis ou overtraining, ainda não é catalogada como uma doença. O grande risco, na verdade, além das lesões musculares que pode causar, é a associação a outros distúrbios. "Esses pacientes, de tão isolados que ficam, acabam tendo outros problemas psíquicos, como a depressão", explica o professor Niraldo de Oliveira Santos, da divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Ele ainda faz outro alerta sobre o problema, dizendo que muitas pessoas recorrem a cirurgias plásticas, sem a menor necessidade, para complementarem a busca pelo corpo "ideal". "Elas querem fazer uma cirurgia de nariz, um implante de cabelo... teoricamente, o cirurgião deveria perceber (que se trata de vigorexia), mas vai depender do profissional e da competência dele", afirma.
Como é um problema diretamente ligado à auto-estima da pessoa, o reconhecimento do transtorno nem sempre é fácil. O psicólogo relata o caso de quando o HC ofereceu um programa de tratamento gratuito para a vigorexia. Ele conta que a divulgação foi ampla, em mais de 20 meios de comunicação - incluindo a abrangente TV Globo. "Se inscreveram 6 casos; desses, 4 foram ligações de familiares inscrevendo filhos, que não compareceram", lamenta. E dos dois que foram, um não estava tão preocupado com o problema. Ele queria, na verdade, saber como poderia continuar usando os anabolizantes que tomava e manter o resultado deles, mesmo indo para a balada de final de semana e consumindo ecstasy nessas situações.



terça-feira, fevereiro 28, 2012

ENTENDA O QUE É A ANOREXIA


Anorexia

A anorexia é um distúrbio alimentar com causas familiares, sociais ou culturais. Acomete mais mulheres jovens, que se veêm obesas quando na verdade estão magérrimas.



A anorexia é uma doença que acomete mais mulheres com idade entre 12 e 20 anos

anorexia é um transtorno alimentar caracterizado pelo medo que o paciente tem de ganhar peso. Esse medo pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa anoréxica se olha no espelho e se vê obesa, embora esteja extremamente magra. A pessoa que apresenta anorexia pode também apresentar bulimia.
Doença que atinge principalmente mulheres adolescentes e adultas jovens, a anorexia é um problema que possui riscos clínicos e que pode levar à morte por inanição, desequilíbrio dos componentes sanguíneos ou suicídio.
A pessoa que possui essa doença limita severamente a quantidade de comida ingerida, comendo tão pouco quanto possível. Assim, o organismo fica carente de nutrientes, o que pode levar a diversos problemas de saúde.
O medo de engordar leva a pessoa a buscar várias estratégias para perder peso, como o uso de laxantes e diuréticos, jejuns, vômitos induzidos, dietas mirabolantes e exercícios físicos intensos.  
As pessoas que apresentam a anorexia raramente assumem que estão doentes, ficando a cargo dos familiares e amigos procurarem ajuda profissional. Alguns sinais que indicam anorexia são:
→     Perda de peso em um curto espaço de tempo;
→     Depressão, ansiedade e irritabilidade;
→     Exercícios físicos intensos e em excesso;
→     Isolamento da família e amigos;
→     Comer escondido;
→     Amenorreia (interrupção do ciclo menstrual);
→     Regressão de características femininas;
→     Obsessão pelo peso corporal;
→     Recusa em participar de refeições junto à família;
→     Pele extremamente seca;
→     Saltar refeições;
→     Doenças frequentes;
→     Fadiga;
→     Sono excessivo.
A falta de nutrientes no organismo em virtude da falta da alimentação pode levar a várias complicações médicas, como:
→     Desnutrição;
→     Desidratação;
→     Hipotensão;
→     Anemia;
→     Redução de massa muscular;
→     Intolerância ao frio;
→     Osteoporose;
→     Em alguns casos, infertilidade.
Várias são as causas do aparecimento da anorexia, que pode ocorrer por fatores culturais, familiares, biológicos e psicológicos. Algumas pesquisas mostram que a maioria dos casos de anorexia está ligada ao conceito de moda atual, que determina a magreza absoluta como símbolo de beleza e elegância.
Observados os sintomas da anorexia, a pessoa deverá ser analisada por um profissional competente, geralmente um psiquiatra. Depois de diagnosticada a doença, o tratamento deverá ser iniciado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, psiquiatra, clínico e nutricionista, em razão da complexa interação de problemas emocionais e fisiológicos que esse transtorno alimentar envolve. Em alguns casos, é necessária a hospitalização do paciente.
O principal objetivo do tratamento é, com a ajuda da equipe de profissionais, a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar. As terapias individuais, terapia cognitiva comportamental e orientação dos familiares são muito produtivas no tratamento da anorexia. Em alguns casos, é prescrito pelo profissional o uso de medicamentos antidepressivos que ajudam a aliviar os sintomas de depressão, ansiedade e irritação.
O tratamento da anorexia costuma ser demorado e difícil, devendo o paciente permanecer com a equipe multidisciplinar mesmo depois da melhora dos sintomas, para que haja prevenção de possíveis recaídas.

quarta-feira, março 30, 2011

VO2 máx


vo2max
O oxigênio é uma matéria prima muito importante para as células sendo condição para um bom funcionamento celular e um dos fatores mais determinantes para a realização de atividades físicas de resistência.
O nível cardiorespiratório de um indivíduo pode ser avaliado pelo volume de oxigénio que consegue consumir enquanto se exercita na sua máxima capacidade. Para isso estimamos o seu VO2máx, um parâmetro que representa a máxima capacidade do organismo em captar o oxigénio do ambiente pelas vias aéreas,  transportá-lo pela corrente sanguínea com o auxílio da hemoglobina e utilizá-lo pelos tecidos por meio da respiração celular.
Existem vários testes para estimar o Vo2 máximo ou Submáximo. Um exemplo conhecido é o Teste de Cooper.
Porquê ter uma boa resistência no dia-a-dia?
Elementar! Quando estamos em boa forma tudo se torna mais fácil: caminha-se e sobe-se escadas mais facilmente, respira-se melhor, diminui-se o stress, ajuda o controle da tensão arterial, colesterol e outros parâmetros relacionados com o bem-estar geral!



terça-feira, março 22, 2011

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


A equipe de nutricionistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz  defende que adotar um estilo de vida saudável é a chave para uma vida com mais qualidade.
Segundo eles, a alimentação desempenha um papel fundamental no estilo de vida das pessoas e pode previnir uma série de doenças, quando feita de modo equilibrado.
Ter uma alimentação balanceada significa comer o que você gosta, apenas restringindo o consumo excessivo de alguns alimentos.
"uma maneira prática de selecionar os alimentos para compôr as refeições diárias é a pirâmide alimentar", ressalta a profa. Lydia Guerreiro.

terça-feira, dezembro 21, 2010

POSTURA - Prevenção é a melhor solução

Ensinar os alunos a manter uma boa postura e evitar problemas de coluna é uma tarefa que pode envolver todo o corpo docente, sob o comando dos professores de Educação Física, Ciências e Biologia.

Postura
Para ajudar seus alunos na prevenção de problemas de coluna, o primeiro passo é observar a postura de cada um deles. Veja se há simetria no corpo do aluno: os ombros, a escápula (omoplata), a bacia, o bumbum, os joelhos e os pés devem estar alinhados simetricamente. Se, por exemplo, um ombro estiver mais baixo do que o outro, ele poderá ter o desvio na coluna. Esse tipo de problema acontece principalmente quando a criança carrega a mochila ou a bolsa em apenas um dos ombros. Observe também a postura do aluno sentado à carteira. Ele deve estar com a coluna reta e os pés apoiados no chão.

Educação Física - Leve para a escola material sobre o assunto e repasse-o para todos os professores. Mostre a eles como podem ajudar seus alunos a reeducar a postura em sala de aula.
O professor de Educação Física deve estar sempre de olho na postura de seus alunos. Uma boa dica é usar exercícios de alongamento nas aulas. Assim, é possível evitar problemas de coluna.
Além de orientar seus colegas, o professor de Educação Física também pode criar uma aula específica sobre RPG. Veja aqui nossas dicas:


• Primeiro prepare uma aula expositiva mostrando o que pode ocorrer com o corpo e com a coluna em função da má postura. Explique os principais problemas e suas conseqüências.
• Em seguida, peça para que cada aluno observe a coluna de seu companheiro e identifique possíveis desvios. 
• Observe se a avaliação dos alunos está correta. Corrija se houver algum erro de "diagnóstico".
• Caso algum aluno tenha um desvio de coluna, escreva uma carta a seus pais, pedindo para que a criança seja encaminhada a um ortopedista. 
• Para a prevenção dos problemas de coluna, mostre aos alunos como deve ser uma postura correta (coluna sempre reta) e ensine-lhes exercícios de alongamento.
• Oriente seus alunos para que tenham uma boa postura no dia-a-dia. É importante que eles se observem ao estudar, ao caminhar e ao se sentar. Mostre como deve ser a postura correta.

Proibido
O que é proibido em sala de aula?
O professor de Educação Física pode ajudar na prevenção de desvios da coluna, nunca na cura desses problemas. Essa função compete ao ortopedista e ao fisioterapeuta.
• Alunos com problemas de coluna não devem fazer atividades físicas pesadas, como ginástica olímpica.
 
• No início das aulas, o professor deve respeitar o princípio da adaptação progressiva. Ou seja, logo após as férias escolares, as primeiras aulas devem ser leves, sem grandes esforços físicos. Com o tempo, as atividades podem se tornar mais intensas, mas nunca exageradas.

Fique de olho!

Todos os professores devem observar e corrigir a postura de seus alunos em sala de aula. As crianças devem sentar-se à carteira sempre com a coluna reta.



FONTE: PORTAL KLICK EDUCAÇÃO 

segunda-feira, dezembro 20, 2010

IMC - ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

O Índice de Massa Corpórea é um cálculo que leva em consideração tanto o peso corporal como a altura da pessoa para determinar se ela está abaixo, acima ou no peso ideal, e pode ser calculado em polegadas e libras (como nos EUA), ou em metros e quilogramas (no Brasil e outros países que usam o sistema métrico).
A fórmula é assim:


[

    peso em quilos    
(altura em metros) x (altura em metros)

]


Uma pessoa que pesa 99,79 quilogramas e tem 1,905 metros (190,50 centímetros) de altura possui um IMC de 27,5.


[

    99,79 kg    
(1,905 m) x (1,905 m)

]

= 27,5

Pesquisas indicaram que estar acima do peso ou obeso pode acarretar um aumento nas chances da pessoa desenvolver várias doenças, entre elas:
  • doenças cardíacas;
  • diabetes;
  • osteoartrite;
  • alguns tipos de câncer.

Da mesma forma, estar abaixo do peso também pode levar a um aumento dos riscos à saúde devido à subnutrição.

Em um sentido mais amplo, o IMC ajuda os órgãos públicos a ter uma idéia geral do quanto o peso e a obesidade afetam a saúde da população. E quando analisado de indivíduo a indivíduo, permite que os médicos identifiquem problemas de peso em seus pacientes antes que um problema de saúde sério apareça. Os pacientes acima do peso, ou que correm risco de ficar acima do peso, podem começar a fazer uma dieta e seguir um programa de exercícios para que possam trazer seu peso de volta a uma faixa mais saudável.
É importante saber que o IMC é apenas um dos fatores envolvidos na hora de determinar riscos de doenças e, além dele, a combinação de escolhas alimentares, exercícios e o hábito de fumar determina se um indivíduo é saudável ou não.

O IMC é uma medida precisa da obesidade?


É importante lembrar que, apesar do IMC ser preciso na maior parte das vezes, ele pode superestimar ou subestimar a gordura corporal, às vezes. Por exemplo, o IMC não diferencia a gordura corporal e a massa muscular, que pesa mais do que gordura. Muitos jogadores de futebol  foram rotulados como "obesos" devido ao seu IMC quando, na verdade, tinham uma porcentagem de gordura corporal muito baixa.

O IMC nem sempre é preciso nos resultados fornecidos para idosos, que já perderam muita massa muscular e óssea, fazendo com que possam estar acima do peso mesmo que seu IMC diga que estão dentro da faixa normal. E o IMC também pode apresentar diferenças para os distintos grupos étnicos, por exemplo, os asiáticos podem começam a correr risco de ter problemas de saúde com um IMC menor do que os europeus.
Devido à possibilidade de erros, o IMC deveria ser apenas mais um método de medição usado para avaliar o peso e saúde do paciente. Os NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) (em inglês) recomendam que os médicos avaliem se seus pacientes estão acima do peso baseando-se em três fatores:
  1. IMC;
  2. circunferência da cintura: uma medida da gordura abdominal;
  3. fatores de risco para doenças associadas à obesidade, tais como pressão alta, colesterol LDL ("ruim") alto, colesterol HDL ("bom") alto, alto índice de açúcar no sangue e fumo.
Muitos especialistas em saúde dizem que a porcentagem de gordura corpórea é um indicador melhor da situação do peso do que o IMC. Mas a gordura corporal nem sempre é tão fácil, ou tão barata, de ser medida. Testes como medidas de dobras cutâneas (nos quais o técnico pinça uma dobra da pele para medir a camada de gordura subcutânea sob ela),absormetria radiológica de dupla energia (DEXA, que mede a densidade óssea) ou impedância bioelétrica (que mede a oposição a um fluxo de corrente elétrica através do corpo, a impedância é baixa em tecido magro e alta em tecido gorduroso) são mais precisos, mas devem ser feitas somente por profissionais médicos treinados.

A história do IMC

Usar uma fórmula para calcular a obesidade não é um conceito novo. Já no século XIX, um estatístico belga chamado Adolphe Quetelet criou o Índice de Quetelet, que media a obesidade ao dividir o peso da pessoa (em quilogramas) pelo quadrado de sua altura (em polegadas).
Fórmula: p/h2
Antes de 1980, os médicos normalmente usavam tabelas de peso por altura (uma para homens e uma para mulheres), que incluíam faixas de pesos para cada polegada de altura. Mas essas tabelas eram limitadas porque se baseavam somente no peso e não na composição corporal. O IMC se tornou um padrão internacional para medição da obesidade na década de 80 e o público aprendeu sobre ele no final da década de 90, quando o governo lançou uma iniciativa para encorajar alimentação saudável e prática de exercícios.

Em 1998, o NHI abaixaram o limiar de excesso de peso do IMC de 27,8 para 25, buscando padronizá-lo com as diretrizes internacionais. Essa mudança transferiu 30 milhões de americanos que estavam na categoria "peso saudável" para a categoria "excesso de peso". Atualmente, o NIH aconselha os médicos e seus pacientes a incluir o IMC como parte de uma avaliação completa do tamanho corporal e saúde geral da pessoa.


POSTURA - Educação Física Escolar e Prevenção

Por Profa. Lydia Guerreiro


Estudos como os de Valladão, Lima e Barroso (2009); Contri, Petrucelli e Perea (2009);  Martelli e Traebert (2006);  Martinez e Zácaro (2007) mostram  incidência de problemas posturais em crianças e adolescentes em fase escolar sendo as alterações posturais da coluna vertebral, como a hiperlordose, a hipercifose e a escoliose, as de maior prevalência.  Citam alguns fatores que interferem na postura dos alunos como o estirão de crescimento, uso de mochilas pesadas, mobiliário inadequado, longos períodos em posição sentada e os maus hábitos posturais.


Há um consenso entre os autores de que este panorama é preocupante visto que as alterações posturais, podem ser responsáveis por limitações no movimento e até mesmo por incapacitar a realização de tarefas comuns cotidianas. Concordam que a população escolar merece atenção especial a esse respeito.  Nessa mesma linha de raciocínio, Falsarella, Bocalleto, Deloroso e Cordeiro (2008, p.75) acrescentam que “as alterações posturais em crianças e adolescentes  em idade escolar têm se  tornado um problema para a saúde pública do país devido ao número expressivo de estudantes atingidos por esses distúrbios”.


Contri et al., (2009) investigaram a incidência de desvios posturais em escolares do 2º ao 5º ano do E.F. e mencionam que os problemas posturais quase sempre têm sua origem na infância, principalmente os relacionados à coluna vertebral.  Segundo eles, os padrões posturais assumidos na infância podem se tornar permanentes na vida adulta e o meio escolar têm grande influência nas alterações sendo, portanto, necessários programas e projetos preventivos e educacionais nas escolas para detectar e tratar precocemente as alterações posturais.


Valladão et al., (2009) complementam mencionando que os hábitos de vida moderna  também influenciam para o surgimento de dores musculares e  problemas na coluna vertebral e destacam a forma como os  alunos estão sentando em sala de aula, carregando suas mochilas e sentados à frente do computador.


Martelli e Traebert (2006) analisaram escolares de 10 a 16 anos e acreditam que as alterações posturais relacionadas às posturas inadequadas são distúrbios anátomo-fisiológicos que se manifestam geralmente na fase da adolescência e pré-adolescência, pois é nessa fase que ocorre o estirão de crescimento.


Segundo Martinez e Zácaro (2007) há indícios de que o peso das mochilas poderá comprometer a postura se o mesmo ultrapassar os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 5% do peso da criança da pré-escola e 10% do peso do aluno do ensino fundamental.


Toda a criança deverá completar o Ensino Fundamental (LDBEN 9394/96). A postura sentada será utilizada por, no mínimo, nove anos, cerca de 4 a 6 horas por dia.  Segundo Falsarella et al., (2008) esta é a posição que mais prejudica a coluna vertebral, em função da grande sobrecarga que exerce sobre a mesma.


A maneira de sentar-se de algumas crianças parece ser prejudicial aos discos intravertebrais, aumentando a atividade muscular e provocando desequilíbrios músculos-esqueléticos, entre outras conseqüências  (VALLADÃO et al., 2009).


Valladão et al., (2009) alertam que, os esportes mais praticados pelas crianças nas escolas nem sempre são garantia de que não desenvolverão problemas de coluna, pois um indivíduo que praticar apenas um esporte durante um longo período, corre o risco de desequilibrar as cadeias musculares.  Como exemplo citam o futebol que prioriza o trabalho de membros inferiores e não deixa de ser unilateral.


Resende e Borsoe (2006) destacam que a falta de conhecimento dos pais ou responsáveis sobre postura e a ausência de um trabalho preventivo postural no âmbito escolar podem caracterizar a desinformação da sociedade diante da importância da prevenção precoce de problemas posturais o que acaba por contribuir com o aparecimento de alterações dessa ordem.


Parece urgente que os alunos se conscientizem de seus corpos e da necessidade de melhorar suas posturas para que desenvolvam atitudes que evitem lesões em suas colunas na fase adulta.
            Nessa perspectiva, segundo Braccialii e Vilarta (2000, p.169):

“[...] os profissionais da educação assumem importante papel no processo de desenvolvimento e crescimento da criança e do adolescente contribuindo para a formação do indivíduo como um ser integral, desde a idade mais tenra [...] ,poderiam também colaborar em atividades de cunho preventivo e de detecção precoce de possíveis alteraçõs posturais, podendo a educação postural fazer parte dos objetivos das aulas na Escola”.



Frente a esse contexto, sugere-se à Educação Física Escolar e ao profissional da área um papel de extrema importância não só para cultura corporal de movimento dos jogos, esportes, danças, lutas e recreação, mas também para a educação postural, pondo em prática seus conhecimentos acadêmicos na área da saúde, da anatomia, da cinesiologia, da biomecânica.  Enfim, dos conhecimentos sobre o corpo para a promoção do bem-estar social, traduzido em uma postura correta, com o objetivo de prevenir seus alunos e conscientizá-los da importância da coluna vertebral e da educação postural para sua vida, despertando  o interesse por hábitos mais saudáveis no cotidiano.
.
O professor de Educação Física tem como objeto de trabalho o corpo em movimento e é o profissional que diariamente trabalha com os alunos as maneiras e formas de usar os seus corpos para conseguir determinados objetivos apresentados em aula, sendo nesse cotidiano fácil observar os hábitos posturais dos alunos em sala de aula, como se sentam, e nas aulas práticas suas posturas em movimento. Segundo Valladão et al., (2009) “[...] a Educação Física escolar, torna-se um dos meios para a prevenção de deformidades na coluna vertebral, através de suas atividades orientadas por um profissional qualificado.” E ainda segundo Verderi (2008) é neste contexto que o educador físico tem sua atuação sendo instrutor na profilaxia dos desequilíbrios posturais e mediador na reeducação motora dos padrões posturais.


Portanto, torna-se necessário que o professor mantenha atualizado seu conhecimento sobre o assunto, para que, com segurança e responsabilidade, possa utilizá-lo no exercício de sua profissão.



quarta-feira, dezembro 15, 2010

OBESIDADE INFANTIL

Essas são dicas para os papais e mamães de alguns "errinhos" que se forem evitados podem ajudar no combate à obesidade infantil

  • 1. Brincadeiras e distrações: hora de comer é hora sagrada, evitar distrações, visitas, telefonemas, fazer aviãozinho. Cuidado com os mimos e a manha;
  • 2. Sempre dizer sim: criança sem limites abusa na quantidade e na péssima escolha do alimento. Deve-se buscar ser mais liberal em outras situações;
  • 3. Ceder ao primeiro não gosto disso: a criança tende a dizer que não gosta do que nunca provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar é fundamental;
  • 4. Comida como recompensa: ''coma esta salada para ganhar a sobremesa'' passa a idéia de que salada não é bom e que a sobremesa é tudo de bom;
  • 5. Lanches fora de hora: o ideal são 6 refeições diárias, e evitar beliscar fora de hora;
  • 6. Chantagem: ''se não comer a cenoura, não ganha presente''. Isso só vai aumentar o ódio que a criança sente dos legumes;
  • 7. Substituir refeições: não quer arroz e feijão, então toma só a sobremesa. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir a estratégia sempre;
  • 8. Tornar o comer na rua um programão: a comida de casa vai ficar meio sem graça;
  • 9. Falta criatividade na comida: a criança vai enjoar;
  • 10. Dar o exemplo: não adianta mandar tomar sucos e beber refrigerante.